Svitolina se declara em boa forma, mas aponta cinco favoritas em Roland Garros e revela peso da guerra na Ucrânia
Foco em um jogo de cada vez, apesar da confiança
Apesar de se sentir em boa forma física, Elina Svitolina, ex-número 3 do mundo, prefere não se colocar como uma das principais candidatas ao título de Roland Garros. A tenista ucraniana acredita que há pelo menos cinco jogadoras com maiores chances de levantar a taça. “Estou em boa forma, mas acho que ainda existem jogadoras mais favoritas do que eu. Pelo menos cinco atletas ainda têm mais chances de vencer este torneio, então não penso muito nisso agora”, declarou Svitolina.
Pressão de ser favorita e a força das adversárias
Svitolina analisou que as jogadoras que enfrentam as cabeçadas do ranking, como ela já foi, muitas vezes jogam com menos pressão. “Quando você está jogando bem, quando se está no topo do ranking, todo mundo joga solto contra você. Acho que o exemplo da Anna mostra isso: elas não têm nada a perder e trazem o melhor tênis delas, estão jogando as partidas da vida delas”, explicou, referindo-se a adversárias que podem apresentar um nível de jogo elevado sem a mesma expectativa.
O impacto emocional da guerra na Ucrânia
A tenista ucraniana também compartilhou a complexidade de manter a concentração em meio ao conflito em seu país. Assim como sua compatriota Marta Kostyuk, Svitolina admitiu que a guerra afeta profundamente sua vida e sua performance. “Você pensa demais, claro. Quando situações como essas acontecem, você começa a refletir sobre a sua vida e sobre o que está fazendo aqui, porque existe a possibilidade de perder sua família”, lamentou.
Um fardo pesado para os atletas ucranianos
Svitolina, uma crítica assídua do conflito, reiterou como a guerra torna a vida dos atletas oriundos das regiões afetadas extremamente desafiadora. “Acho que é assim para todos os ucranianos. Estamos lidando com isso há anos, talvez nem sempre falando sobre o assunto, mas é extremamente duro e pesa sobre nós há muito tempo”, avaliou a jogadora, evidenciando o peso emocional e psicológico que a situação impõe aos esportistas de seu país.
Fonte: tenisbrasil.uol.com.br



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