Leandro Vissotto revela jornada inesperada: de craque do vôlei a técnico do Minas
Do ginásio para a área técnica: A nova fase de Vissotto no Minas
O mundo do vôlei acompanha de perto a nova jornada de Leandro Vissotto, que trocou as quadras pela área técnica como comandante do Gerdau Minas. Em uma conversa reveladora com o site oficial do clube, o ex-atleta de 43 anos detalhou o processo de transição de carreira, uma trajetória que, segundo ele, foi profundamente influenciada por sua própria história como jogador, especialmente pelas passagens marcantes pelo próprio Minas.
Esta marca a terceira vez de Vissotto no clube, mas agora em uma função inédita. “As duas passagens foram muito especiais. A primeira foi ainda mais marcante porque eu estava com uma lesão muito grave no ombro, pensando até em parar de jogar. Naquele momento, eu era o único atleta sem clube, e o Minas me deu a oportunidade de vir para cá para me recuperar”, relembrou, destacando o papel fundamental do clube em sua recuperação e posterior retorno ao esporte de alto rendimento.
O sonho americano e a paixão pelo voleibol feminino
A ideia de se tornar técnico não era um plano inicial para Vissotto em seus 30 anos. Após encerrar a carreira de atleta aos 40, seu foco era retornar aos Estados Unidos. O visto, solicitado em 2020, demorou dois anos para ser emitido, período em que, impulsionado pela boa forma física, jogou por mais três temporadas. Nos EUA, Vissotto encontrou um terreno fértil para sua nova vocação, com o objetivo de trabalhar como treinador e, especialmente, com o voleibol feminino.
A proximidade com o técnico Nicola Negro e sua criação em um ambiente familiar cercado por irmãs que praticavam o esporte foram fatores determinantes. “Sou o caçula de duas irmãs mais velhas que jogavam voleibol e sou pai de duas meninas. Então, também cresci nesse universo, cercado por duas irmãs dentro desse ambiente do feminino”, explicou.
Inspiração e aprendizado: A formação de um técnico
A transição para a carreira de treinador foi, para Vissotto, um processo natural, impulsionado pela inspiração de técnicos como Horácio Dileo, que já em Campinas percebia em Vissotto um dom para o ensino. “Ele dizia que eu tinha um jeito diferente de ensinar voleibol, principalmente com os atletas mais novos. Percebi que eu conseguia dar um toque, falar alguma coisa e aquilo funcionava”, comentou.
A experiência como atleta, aliada a um olhar técnico apurado, permitiu que Vissotto desenvolvesse um “feeling” para identificar e aprimorar aspectos do jogo. Essa habilidade foi crucial em sua atuação nos Estados Unidos, onde liderou o University of Miami a um salto expressivo no ranking nacional, culminando em sua nomeação como assistente técnico da Seleção Americana Sub-19. “Pude agregar tudo o que aprendi como atleta na Itália, no Brasil, e também com os treinadores que tive ao longo da carreira. Isso foi essencial!”, ressaltou.
Visão estratégica para o elenco do Minas
Ao falar sobre o elenco do Gerdau Minas, Vissotto enfatiza a importância da mescla entre experiência e juventude. Ele destaca a liderança pelo exemplo de atletas como Thaísa, Nyeme e Fran, que servem de inspiração para as jogadoras mais novas. “É muito gratificante trabalhar com meninas mais novas, porque a gente vê a margem de crescimento que elas têm”, afirmou.
O novo comandante também comentou sobre as recém-chegadas Luzia, Jheovana e Maiara Basso. Sobre Luzia, Vissotto aponta seu potencial e a bagagem adquirida na Seleção Brasileira. Maiara é vista como uma peça chave para a estabilidade da equipe, e Jheovana, com seu potencial, poderá se beneficiar da experiência de Vissotto na posição de oposto. “Nosso objetivo é ajudar essas atletas a serem a melhor versão que elas possam ser e a performar dentro de quadra”, concluiu.
Fonte: webvolei.com.br



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