Jessica Pegula clama por calendário do tênis mais curto: “Está longo demais” e propõe mudanças drásticas para saúde dos atletas

Pegula lidera debate por um tênis mais sustentável

A tenista norte-americana Jessica Pegula, atual número 5 do ranking mundial, acendeu um importante debate no circuito profissional: o calendário do tênis se tornou excessivamente longo. A jogadora enfatizou que a principal motivação para as mudanças é a saúde e o bem-estar das atletas, visando diminuir o risco de lesões e o esgotamento ao longo da temporada.

“Estamos analisando isso principalmente sob o aspecto da saúde das jogadoras”, explicou Pegula, destacando que a reclamação é generalizada tanto no circuito feminino quanto no masculino. “Espero que consigamos encontrar uma solução que alivie esse estresse. Acho que exigir a participação em seis WTA 500 talvez tenha sido um número alto demais”, ponderou.

Propostas de mudança para um esporte mais dinâmico

As sugestões para mitigar o desgaste físico e mental vão além da redução de torneios. Entre as ideias que circulam, e que Pegula parece endossar, estão:

  • Torneios de Uma Semana: Retorno dos Masters 1000 com duração de uma semana, em vez de duas.
  • Fim do “Segundo Serviço” e “Let”: A proposta visa tornar o jogo mais dinâmico, eliminando repetições. Um saque que toque na rede seria considerado erro, e o ponto iria para o adversário. A repetição excessiva do movimento de saque é vista como um fator de desgaste desnecessário.
  • Fim do “Deuce” e Ajustes no “Tie Break”: No 40 a 40, o jogador que fizer o ponto seguinte ganharia o game. Os sets empatados em 5/5 iriam direto para o tie break, encerrando o set em 6/5.
  • Super Tie Break em Grand Slams: O quinto set em partidas de Grand Slam passaria a ser decidido em um Super Tie Break de 10 pontos, em vez de um set completo.

Liberdade para os atletas moldarem seus calendários

Pegula também defende o fim das “obrigatoriedades” de torneios, argumentando que os tenistas deveriam ter a liberdade de montar seus próprios calendários sem medo de punições. “Tenistas não devem ser escravos desta obrigatoriedade e muito menos sofrer punições absurdas por não jogar certos torneios!”, declarou.

A ideia de repensar o formato e a duração das partidas também é ecoada por outros nomes do esporte. Torneios como o Next Gen e o UTS já experimentam regras diferentes para evitar jogos excessivamente longos, com alguns técnicos, como Rennae Stubbs, considerando partidas com mais de duas horas como prejudiciais.

Pegula em boa fase

Enquanto o debate sobre o futuro do tênis avança, Jessica Pegula segue em boa forma na temporada. Bicampeã no Canadá em 2023 e 2024, ela conquistou sua 40ª vitória do ano ao derrotar Kamilla Rakhimova. Nas oitavas de final, enfrentará a russa Diana Shnaider, em busca de manter seu bom momento no circuito.

Fonte: tenisbrasil.uol.com.br

Publicar comentário