Jannik Sinner minimiza pressão em Roland Garros e revela segredo do saibro inspirado no esqui
Pressão faz parte do jogo, afirma Sinner
Jannik Sinner, atual líder do ranking mundial, demonstrou maturidade ao comentar sobre o favoritismo que carrega em Roland Garros. Consciente de sua boa fase, o tenista italiano reconhece a pressão, mas prefere encará-la como algo natural em sua carreira. “Eu me importo muito com aquilo que tento alcançar dentro de uma quadra de tênis. Ao mesmo tempo, sei que, se eu perder, o mundo não vai acabar”, sintetizou Sinner, buscando um equilíbrio entre a ambição e a serenidade.
Estreia convincente e adaptação ao calor parisiense
O número 1 do mundo celebrou sua performance na estreia em Roland Garros, onde apresentou um nível de jogo que o deixou satisfeito. Sinner destacou a beleza de jogar na sessão noturna e a força de seu adversário, Christopher Eubanks. “Ele é um competidor muito forte, então eu estava ansioso por essa partida. Tivemos trocas realmente muito boas. Estou muito satisfeito com o nível que apresentei hoje. Partidas de primeira rodada nunca são fáceis”, avaliou. Sobre as altas temperaturas em Paris, Sinner assegurou estar bem adaptado, comparando o clima com outras competições. “Acho que lidei muito bem com o calor em Indian Wells, que neste ano foi bastante intenso. Aqui é diferente, a umidade não é tão pesada quanto na Austrália ou nos Estados Unidos”, analisou.
O esqui como diferencial no saibro
Uma das revelações de Sinner foi a conexão entre sua paixão pelo esqui e seu desempenho nas quadras de saibro. O italiano explicou que a maioria dos europeus cresce jogando em quadras de terra batida e que a habilidade de deslizar, aprendida desde cedo, é fundamental. “Talvez o esqui tenha ajudado muito no meu equilíbrio. É uma grande vantagem conseguir deslizar também com o pé esquerdo no backhand, porque você cobre menos distância depois. Para mim sempre foi algo bastante natural”, concluiu, mostrando como experiências fora do tênis podem ser um diferencial técnico.
Visão de Sinner sobre o futuro e a importância do equilíbrio
Apesar do momento de domínio no circuito, Sinner mantém os pés no chão. Sua declaração de que “o mundo não vai acabar” caso perca em Roland Garros demonstra uma maturidade notável, especialmente para um atleta que vive um período de grande sucesso. A capacidade de lidar com a pressão e de encontrar inspiração em outras modalidades, como o esqui, são marcas registradas do tenista italiano, que se consolida cada vez mais como um dos protagonistas do tênis mundial.
Fonte: tenisbrasil.uol.com.br



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