Governo do DF Prometeu R$ 11 Milhões para VNL de Vôlei e Não Pagou; CBV Assume Custos e Busca Ações Judiciais
Promessa não cumprida abala a Liga das Nações de Vôlei em Brasília
Apesar do sucesso da etapa brasileira da Liga das Nações de Vôlei (VNL), que terminou com oito vitórias das seleções masculina e feminina, a competição esteve perto de não acontecer devido ao descumprimento de um acordo financeiro por parte do Governo do Distrito Federal (GDF). O GDF, que era o principal patrocinador do evento, deixou de honrar o contrato com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), resultando em uma dívida de R$ 11 milhões.
Acordo e Renegociações: Do Compromisso à Decepção
O acordo inicial entre GDF e CBV foi firmado em agosto do ano passado, com a presença do governador Ibaneis Rocha e outras autoridades distritais em uma reunião divulgada pela entidade máxima do vôlei. O governo também falhou em pagar cerca de R$ 6,5 milhões destinados à organização de uma etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia, realizada em Brasília entre abril e maio. Em entrevista, o presidente da CBV, Radamés Lattari, expressou sua frustração: “Aquilo que aconteceu na praia, que a gente já devia ter pago, nós vamos pagar quando der. E o que aconteceria aqui na VNL, nós não vamos pagar”. Lattari lamentou a falta de cumprimento das promessas, o que pode comprometer o retorno de eventos de vôlei para a capital federal.
Organização à Beira do Colapso: CBV Assume o Risco
Sem o aporte financeiro prometido pelo GDF, a CBV enfrentou uma série de desafios para organizar a VNL, incluindo a contratação de fornecedores, obtenção de licenças e negociações com a Arena BRB. A venda de ingressos, que demorou a ser liberada, gerou reclamações de torcedores que planejavam viagens. Diante da iminência de não realizar o evento e decepcionar o público, a CBV decidiu assumir todos os custos, mesmo sem saber as consequências futuras. “Para a gente botar a etapa do Brasil de pé, não sofrer punição, não decepcionar o torcedor… a gente vai assumir tudo”, declarou Radamés.
Busca por Soluções e Medidas Legais
A CBV estuda medidas jurídicas contra o GDF pelo descumprimento contratual. Para mitigar os prejuízos e viabilizar futuras edições, a entidade buscou apoio emergencial de outras esferas governamentais e de seu principal patrocinador, o Banco do Brasil. A deputada Gleisi Hoffmann, o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, além do Banco do Brasil, foram citados como fundamentais na tentativa de minimizar os investimentos realizados pela CBV. Apesar dos percalços, Radamés celebrou o sucesso das vitórias em quadra, a qualidade da organização e a festa proporcionada pelo público, ressaltando que o restante será buscado posteriormente.
Fonte: webvolei.com.br



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