Goleiro do Barcelona é chamado de ‘Judas’ e recebe recepção hostil do ex-clube, o Espanyol

Torcida do Espanyol chama ex-goleiro de traidor

O clássico catalão entre Espanyol e Barcelona, realizado neste sábado (3), foi marcado por uma recepção incomum e hostil ao goleiro Joan García. Revelado nas categorias de base do Espanyol, onde atuou desde os 15 anos, García foi negociado com o Barcelona no início da temporada, um movimento que gerou grande revolta entre os torcedores do clube da casa, que passaram a considerá-lo um “traidor”.

Esquema especial e protestos no estádio

Diante do clima exaltado, o Espanyol implementou um esquema especial de segurança no RCDE Stadium. Redes de proteção foram instaladas atrás dos gols para prevenir o arremesso de objetos em direção ao campo e, consequentemente, ao goleiro. Do lado de fora do estádio, os protestos foram evidentes, com pichações, cartazes e até mesmo uma cédula de dinheiro fictícia com a inscrição “Judas García”, evidenciando a indignação da torcida.

Expectativa de vaias e comparação com Figo

A expectativa para o início da partida era de sonoras vaias direcionadas a Joan García, um cenário antecipado até mesmo pelo técnico do Espanyol, Manolo González, que trabalhou com o goleiro em seu antigo clube. A situação evoca memórias de protestos semelhantes, como o ocorrido com Luís Figo, que enfrentou a fúria da torcida do Barcelona após sua transferência para o arquirrival Real Madrid nos anos 2000, chegando a ter uma cabeça de porco arremessada em campo em um clássico.

Repercussão da transferência no dérbi

A transferência de García para o Barcelona, uma negociação que causou forte comoção, transformou o reencontro do goleiro com seu ex-clube em um dos pontos de maior atenção do primeiro dérbi catalão da temporada. A repercussão do caso demonstra a intensidade das rivalidades e a paixão dos torcedores no futebol espanhol.

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