Giovane Gávio critica jogadores da Seleção Brasileira de Vôlei: “Não aproveitam Bernardinho da melhor forma”

Giovane Gávio critica atletas da atual Seleção Brasileira de Vôlei

O bicampeão olímpico Giovane Gávio, em participação no Charla Podcast, expressou sua insatisfação com o desempenho e a postura da atual geração da Seleção Brasileira masculina de vôlei. O ex-atleta criticou a falta de aproveitamento dos jogadores em relação à expertise do técnico Bernardinho e a ausência de líderes em quadra.

“O mundo cresceu demais e eles procuraram entender como nós jogávamos e evoluíram. Hoje não temos um líder em quadra e esses caras precisam ser testados nas principais ligas do mundo. Por isso, a minha crítica é para os atletas, porque não aproveitam o Bernardinho da melhor forma”, declarou Giovane.

Elogios aos treinadores históricos

Giovane Gávio, que conquistou seus títulos olímpicos sob o comando de Bernardinho e José Roberto Guimarães, rasgou elogios à capacidade e ao trabalho de ambos os técnicos. Ele destacou a genialidade de Zé Roberto ao inovar formações e a excelência do dia a dia de Bernardinho.

“Os dois são espetaculares. O Zé teve a capacidade de inventar e colocar quatro atacantes (em 1992), coisa que o Bebeto não conseguiu. Já o dia a dia do Bernardinho é espetacular e um ser humano sensacional, coisa que essa geração atual não está sabendo aproveitar”, comentou.

Inspiração na geração de 1984

O melhor jogador de vôlei do mundo em 1995 revelou que sua maior inspiração na modalidade foi a geração de 1984, medalhista de prata nos Jogos Olímpicos daquele ano. Segundo ele, este grupo foi fundamental para a evolução do vôlei brasileiro, servindo como base para as gerações seguintes.

“A geração de 84 foi muito mais atleta, porque a preparação física era desumana, não tinham a tecnologia atual e eles suportavam tudo isso. Era muito mais difícil de jogar vôlei naquele tempo, pois tinham que improvisar e aguentar tudo que foi testado com eles”, afirmou.

Giovane também mencionou Montanaro como sua grande inspiração pessoal e destacou a importância do time de Renan e William & Cia. para o esporte.

O primeiro ouro olímpico em Barcelona 1992

Ao relembrar a conquista inédita do ouro olímpico em Barcelona 1992, Giovane Gávio destacou a surpresa e o encaixe da equipe. Ele mencionou a vitória sobre Cuba dois meses antes dos Jogos como um ponto de virada crucial.

“O Zé chega no começo de 1992 e tinha um planejamento de ganhar em 1996, mas o time encaixou durante o processo e teve um momento importante para isso, a nossa vitória sobre Cuba dois meses antes. Aquela geração nunca tinha vencido os cubanos e isso deu uma virada de chave, porque quando chegamos nos Jogos pegamos o grupo da morte e saímos em primeiro, ali começamos a pensar no título.”

O jogador também compartilhou um bastidor curioso da comemoração do título de 1992: “Sabe onde comemoramos o título de 92? No McDonald’s, nada contra, até porque foi irado. Mas não ganhamos prêmio e nem nada, porque eles não tinham nada planejado.”

A certeza do ouro em Atenas 2004

Diferentemente de 1992, Giovane Gávio afirmou que a equipe de Atenas 2004 tinha uma convicção clara sobre a conquista do ouro olímpico.

“Naquele Jogos nós tínhamos a certeza da medalha, mas não sabíamos de quanto seria. Esse era o time do trabalho e tínhamos a sensação de merecimento, que iríamos vencer não por arrogância, mas sim porque estávamos preparados”, concluiu.

Fonte: webvolei.com.br

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