Gabi Guimarães revela desabafo de Tifanny sobre aposentadoria e nova regra da CBV: ‘Só queria terminar com dignidade’

Nova política de gênero da CBV impacta atleta trans

A capitã da Seleção Brasileira de Vôlei, Gabi Guimarães, compartilhou detalhes de uma conversa emocionante com a oposta Tifanny Abreu, jogadora trans do Osasco. O diálogo ocorreu após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciar novas regras para a comprovação de gênero, que substituem os testes hormonais por exames genéticos.

O desejo de Tifanny: encerrar a carreira com dignidade

Em entrevista ao sportv, Gabi revelou que Tifanny já planejava sua aposentadoria e seu maior desejo era disputar mais uma Superliga antes de deixar as quadras. “Tive a oportunidade de conversar com ela e uma das coisas que ela passou para mim, ela falou: ‘Gabi, eu só queria poder ter a oportunidade de terminar essa temporada com dignidade. Eu já estava pensando na minha aposentadoria'”, relatou a camisa 10 da seleção.

Tifanny Abreu: pioneira e alvo da nova regra

Tifanny Abreu fez história ao se tornar a primeira atleta trans a disputar a Superliga feminina, estreando na temporada 2017/18. Atualmente no Osasco desde 2021, a oposta de 41 anos foi diretamente afetada pela nova política da CBV, anunciada em agosto. A exigência de teste genético impede sua participação na Superliga 2026/27.

Apoio de Gabi e a luta por uma despedida digna

Enquanto a nova regra inviabiliza sua participação na próxima Superliga, Tifanny ainda pode defender o Osasco no Campeonato Paulista, que se encerra em outubro. Gabi Guimarães reafirmou seu total apoio à colega de profissão: “Eu sigo na luta junto com ela. Acho que ela merece, sim, jogar essa Superliga, depois ter a oportunidade de se aposentar de uma forma digna”, declarou a capitã.

Fonte: webvolei.com.br

Publicar comentário