Gabi, capitã da Seleção de Vôlei, defende Tifanny e critica CBV: “Foi duramente desrespeitada”

Gabi se manifesta em defesa de Tifanny

A capitã da Seleção Brasileira feminina de vôlei, Gabi, utilizou suas redes sociais para expressar sua revolta e incômodo com o tratamento dado ao caso da jogadora trans Tifanny. Em uma longa postagem no Instagram neste domingo (16/8), a atleta questionou a forma como a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) conduziu a recente mudança na política de elegibilidade, que impede atletas trans de competir no vôlei feminino em competições nacionais.

Críticas à CBV e à falta de sensibilidade humana

Gabi criticou a comunicação abrupta e sem explicações plausíveis da CBV, ressaltando que a regra internacional já existia e que a decisão não considerou a história e a vida profissional de Tifanny, que depende do esporte para viver. “Em algum momento alguém pensou na pessoa da Tifanny, em como isso impactaria a vida dela? Já são nove anos disputando a Superliga. Ou só vamos reforçar que as pessoas trans devem ficar à margem da sociedade mesmo?”, questionou a jogadora.

Posicionamento em defesa de direitos e contra homofobia

A ponteira também aproveitou a ocasião para defender Tifanny pessoal e profissionalmente, além de relacionar o caso com os ataques homofóbicos sofridos pela Seleção masculina após a eliminação na Liga das Nações (VNL). Gabi lamentou a pouca reação diante de tais preconceitos e questionou se o direito de ser quem são está condicionado a vitórias. “A gente só vai poder ter direito de ser quem somos se formos campeões olímpicos? Em caso de derrota, volta todo mundo pro armário? Porque esse é o recado que está sendo transmitido.”, declarou.

O valor do posicionamento e o respeito ao ser humano

A capitã da Seleção enfatizou a importância de se posicionar, mesmo quando não é o caminho mais fácil. Citando o ditado “não basta não ser racista, é preciso ser antirracista”, Gabi ressaltou a necessidade de enxergar além do superficial. “Tifanny é um ser humano e merece todo nosso respeito. Mas, infelizmente, foi duramente desrespeitada”, concluiu a jogadora, reafirmando seu apoio à atleta e sua indignação com a situação.

Fonte: webvolei.com.br

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