Elina Svitolina renasce em Roma e se firma como forte candidata ao título de Roland Garros

Elina Svitolina renasce em Roma e se firma como forte candidata ao título de Roland Garros

Após vitória histórica na Itália, ucraniana retorna ao top 10 e mira o topo em Paris, enquanto outros nomes do tênis brasileiro enfrentam desafios.

Aos 30 anos, Elina Svitolina demonstra um tênis versátil e resiliente, capaz de ditar o ritmo ou contra-atacar com precisão. Sua recente conquista em Roma, vencendo três adversárias do top 5 consecutivamente – um feito inédito –, solidificou seu retorno ao mais alto nível do circuito WTA e a coloca como uma das favoritas para Roland Garros.

Roma: Um palco de consagração para Svitolina

A ucraniana exibiu um tênis de ex-número 3 do mundo ao superar a força ofensiva de Elena Rybakina, a consistência de Iga Swiatek e, na grande final, a impecável performance física e tenística de Coco Gauff, atual campeã de Roland Garros. Essa vitória em Roma não foi um acaso, Svitolina já havia conquistado o título em 2017 e 2018, provando sua afinidade com o saibro. Agora, após oito temporadas, ela volta a erguer um troféu de nível 1000, quebrando também o recorde de Serena Williams como a jogadora mais velha a vencer pelo menos três torneios Masters 1000.

O caminho de volta ao topo e as expectativas para Paris

Após o retorno da maternidade, Svitolina traçou um plano gradual: primeiro voltar ao top 100, depois ao top 30 para ser cabeça de chave, e só então almejar feitos grandiosos. A recuperação física e a consistência foram cruciais. Com a nova posição no ranking, ela garante uma vaga entre as oito cabeças de chave em Roland Garros, o que a protege de encontros com outras favoritas antes das quartas de final. Essa é justamente a meta em Paris, onde já alcançou as quartas de final cinco vezes, incluindo o ano passado, sem nunca ter avançado além.

Desafios para o tênis brasileiro e outras candidatas em Paris

Enquanto Svitolina celebra, João Fonseca enfrenta um revés. Uma dor no punho direito o forçou a desistir do ATP 500 de Hamburgo, limitando sua preparação para Roland Garros a apenas duas partidas oficiais desde abril. A expectativa é que o sorteio em Paris seja favorável para que ele ganhe ritmo. No circuito feminino, Sorana Cirstea, jogando sem pressão, tem mostrado um tênis destemido e merece atenção em Paris. Coco Gauff, após suas viradas em Roma, parece confiante e é uma forte candidata ao bicampeonato. Iga Swiatek, apesar da derrota para Svitolina, demonstra recuperação sob o comando de Francisco Roig e continua sendo uma força em Roland Garros. A disputa pelo número 1 do mundo entre Aryna Sabalenka e Elena Rybakina promete ser acirrada em Paris. Já Bia Haddad Maia, com atuações recentes discretas e fora do top 100, levanta questionamentos sobre sua estratégia, especialmente a ausência em competições de duplas que poderiam mantê-la ativa.

A disputa pelo topo do ranking WTA em Roland Garros

A briga pela liderança do ranking mundial feminino promete emoções em Roland Garros. Aryna Sabalenka entra no torneio com uma vantagem de 479 pontos sobre Elena Rybakina. A cazaque pode assumir o posto de número 1 do mundo nas seguintes condições: sendo campeã; sendo finalista com Sabalenka caindo antes da final; ou sendo semifinalista com Sabalenka perdendo antes das quartas de final. Outras combinações, incluindo uma possível ascensão de Iga Swiatek, podem alterar o cenário.

Fonte: tenisbrasil.uol.com.br

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