Djokovic revela desafios físicos aos 39 anos e foca em ritmo para Roland Garros

Dificuldades na estreia e adaptação ao adversário

Novak Djokovic, atual número 4 do mundo, compartilhou suas reflexões sobre os desafios enfrentados em sua estreia em Roland Garros. O sérvio destacou a necessidade de tempo para decifrar o saque potente e preciso de Giovanni Perricard, um dos mais rápidos do circuito. “Depois as coisas começaram a funcionar muito bem. A partir daquele momento consegui antecipar muito melhor os movimentos do meu rival”, comentou Djokovic, reconhecendo a dificuldade inicial. Ele descreveu o saque do jovem francês como um dos mais impressionantes que já enfrentou na carreira.

Elogios ao jovem talento e a imprevisibilidade do torneio

O tenista sérvio também teceu elogios ao potencial de Perricard, de 22 anos, e admitiu que poucos jogadores gostariam de cruzar com ele nas primeiras rodadas de um torneio. “Ninguém quer cruzar com ele no torneio, para ser honesto. Se ele conseguir melhorar alguns aspectos, pode ter um futuro muito brilhante”, avaliou Djokovic, ressaltando a imprevisibilidade que adversários com esse perfil podem trazer para as competições.

O peso da idade e a preparação atípica para Roland Garros

Djokovic abordou abertamente as dificuldades impostas pela idade, declarando que aos 39 anos, “tudo fica mais difícil”. Ele admitiu que a preparação para Roland Garros foi significativamente diferente do planejado, especialmente após uma lesão no ombro que o afastou das quadras por várias semanas. “Para mim, seguramente não é a melhor estratégia chegar aqui para jogar Roland Garros, onde me esperam esse tipo de batalhas em cada rodada”, declarou. O tenista explicou que, embora não fizesse parte do plano inicial, precisou aceitar a situação devido às circunstâncias.

Busca pelo ritmo ideal e confiança no processo

Sem competir desde março até seu recente retorno em Roma, Djokovic afirmou que ainda está em busca do ritmo ideal para competir em alto nível durante as duas semanas do Grand Slam francês. “Tive que me preparar muito para chegar aqui em Paris, um lugar onde sempre tentei vir e jogar bem. Agora falta ver como meu corpo vai reagir, mas também preciso encontrar o jogo que quero. Sei que isso faz parte do processo”, concluiu. Apesar dos desafios físicos e da preparação atípica, Djokovic demonstra confiança em sua capacidade de adaptação e em reencontrar seu melhor tênis em Paris.

Fonte: tenisbrasil.uol.com.br

Publicar comentário