Coco Gauff: Atual campeã de Roland Garros se sente mais forte emocionalmente e apoia protesto por premiações justas

Confiança renovada para Roland Garros

A atual campeã de Roland Garros, Coco Gauff, expressou um otimismo renovado para a edição deste ano do Grand Slam francês. A tenista americana declarou que se sente significativamente mais forte emocionalmente em comparação com o ano passado. “Neste ano me sinto muito melhor do que no ano passado”, afirmou Gauff, ressaltando sua capacidade de lidar com momentos de instabilidade, como as duplas faltas, que em Roma tiveram uma média de quatro por jogo. “Consigo conviver bem com isso”, acrescentou, confiante em sua evolução como jogadora. Essa melhora, segundo ela, é um fator crucial para sua confiança às vésperas de sua estreia contra a compatriota Taylor Townsend.

Experiência em Paris como trunfo

Gauff acredita que sua trajetória em Roland Garros, incluindo o título de 2022 e o vice-campeonato em 2023, a equipou com a resiliência necessária para superar adversidades. “Mesmo quando não estou jogando meu melhor tênis, sei que consigo encontrar esse nível por causa da minha história aqui”, explicou. A americana relembrou a pressão sentida em sua primeira final de Grand Slam contra Iga Swiatek, admitindo o nervosismo e o desejo de não repetir a experiência de uma derrota tão marcante. A campanha em Roma serviu como um importante teste, onde Gauff vivenciou “todos os cenários possíveis”, desde vitórias a reveses, culminando em uma final e a salvação de match-points, lições que espera aplicar em Paris.

Ação coletiva por premiações justas

Além de suas expectativas esportivas, Coco Gauff também se manifestou sobre a mobilização dos principais jogadores do circuito em relação às premiações dos torneios de Grand Slam. Gauff, assim como outros nomes do top 10, participou de um protesto simbólico ao limitar sua entrevista coletiva a 15 minutos, uma ação que visa chamar atenção para o percentual das receitas destinado aos atletas. “Mostra que muitos jogadores e jogadoras estão na mesma página e que, pela primeira vez, estamos agindo coletivamente em vez de apenas conversar”, destacou a tenista. Ela enfatizou que a iniciativa buscou um equilíbrio, sem prejudicar o trabalho dos jornalistas.

União no circuito profissional

A união entre os principais tenistas do circuito, segundo Gauff, vem sendo construída gradualmente desde o ano passado. “Entre os jogadores do top 10 não foi tão difícil nos organizarmos, porque já conversávamos sobre isso há bastante tempo”, disse. A decisão de reduzir o tempo de entrevistas foi uma forma de protesto que respeita a imprensa, diferenciando-se de outras obrigações com parceiros de torneio e emissoras. Essa articulação demonstra um movimento crescente por melhores condições e reconhecimento financeiro dentro do tênis profissional.

Fonte: tenisbrasil.uol.com.br

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