Bap no Flamengo: Não só Filipe Luís, dirigente já travou retornos e renovações de ídolos como Diego Alves e Rafinha
Filipe Luís é o mais recente nome em polêmica com Bap
A novela da renovação de Filipe Luís no Flamengo ganhou contornos dramáticos, com Luiz Eduardo Baptista, o Bap, no centro das atenções. O dirigente, que já ocupou cargos de vice-presidente, tem sido a figura central nas decisões que adiaram o acerto, mesmo com um acordo aparentemente encaminhado. Essa não é a primeira vez que Bap se encontra em meio a polêmicas em negociações de peso no clube, mesmo antes de assumir a presidência.
Diego Alves: Renovação por um ano e desgaste interno
Em 2020, o goleiro Diego Alves, ídolo e peça fundamental na conquista da Libertadores de 2019, viveu uma situação semelhante. Com um acordo verbal para renovação por dois anos e aumento salarial já selado com o então vice-presidente de futebol, Marcos Braz, Bap, que era vice-presidente de relações externas, votou contra os termos. A principal alegação foi financeira, em meio à pandemia, e Bap pressionou por um contrato de apenas um ano. A decisão gerou desgaste interno, pois Braz já havia dado sua palavra ao goleiro. Diego Alves acabou cedendo e renovou por um ano, mas a imagem de Bap, já abalada pela saída de Paulo Pelaipe no fim de 2019, sofreu mais um abalo no elenco.
Saída de Pelaipe e corte de prêmios: O impacto em 2019
A saída de Paulo Pelaipe, gerente de futebol e braço-direito de Jorge Jesus e Marcos Braz, no final de 2019, também teve Bap em evidência. Pelaipe, querido por todos no CT, teve sua saída considerada injustificada por muitos. Na época, ele acusou um ‘boicote’ e declarou ter sido traído por um supervisor, que seria primo de um VP e almejava seu cargo. Esse VP era Bap, e o supervisor, Gabriel Skinner, que permanece no clube. Além disso, Pelaipe foi quem defendeu os jogadores na questão dos prêmios pelas conquistas de 2019. Decisões de Landim e seus pares, incluindo Bap, cortaram os generosos bônus, reduzindo significativamente o valor que seria pago a funcionários e jogadores, contrariando o acordado no início do ano.
Rafinha: O veto ao retorno e a disputa interna
Outro episódio marcante envolveu o lateral-direito Rafinha. Sua saída para o Olympiacos em 2020 não foi bem recebida internamente. Apesar disso, o jogador mantinha forte ligação com parte da diretoria e havia acertado com Marcos Braz para um retorno ao Flamengo um ano depois. No entanto, Bap, ainda como vice-presidente de relações externas e com forte influência sobre Rodolfo Landim, foi terminantemente contrário ao retorno. Utilizando a questão financeira como argumento, Bap venceu a disputa interna contra Braz. Com outros laterais no elenco e ainda no contexto da pandemia, Rafinha acabou indo para o Grêmio e nunca mais vestiu a camisa rubro-negra. Essa decisão consolidou a influência de Bap, alinhado com Rodrigo Tostes, em detrimento das negociações de Braz, barrando assim um dos líderes da geração de 85, que incluía também Diego Alves, Diego Ribas e Filipe Luís.
O cenário atual com Filipe Luís
Agora, a situação se repete com Filipe Luís. Em um cenário distinto de seus companheiros de geração, o lateral-direito enfrenta a resistência de Bap e as questões financeiras para renovar seu contrato, evidenciando um padrão de atuações do dirigente em momentos cruciais para o elenco.


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