Árbitra principal suspensa por 180 dias após atraso em clássico do Brasileirão Feminino
Atraso no Clássico Feminino
Um atraso de 26 minutos no início da partida entre Botafogo e Flamengo, válida pelo Campeonato Brasileiro Feminino, resultou em duras sanções para a equipe de arbitragem escalada para o confronto. A árbitra principal, Déborah Cecília Cruz Correia, foi suspensa por 180 dias pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por não informar a Comissão de Arbitragem a tempo sobre a ausência de integrantes da equipe, o que impediu a substituição adequada. O jogo, originalmente marcado para as 19h, só teve início às 19h26 no Estádio Nilton Santos.
Punições e Justificativas
Além da suspensão de 180 dias para a árbitra principal, as punições se estenderam às suas auxiliares. Juliana Gomes, assistente número 1, recebeu um gancho de 90 dias por omissão ao não acompanhar a decisão da árbitra central. Já Nayra Cunha e Jenifer Alves, assistente número 2 e quarta árbitra respectivamente, foram suspensas preventivamente por tempo indeterminado por faltarem ao jogo sem justificativa prévia. A súmula da partida relata que o atraso ocorreu devido à chegada tardia de Nayra e Jenifer ao estádio, sendo ambas substituídas por Rodrigo Carvalhaes de Miranda e Beatriz Geraldini de Sousa.
Revolta das Capitãs
O atraso gerou forte insatisfação entre as jogadoras. Djeni, capitã do Flamengo, expressou sua indignação, classificando o ocorrido como uma “falta de respeito” com as atletas e com os clubes. Ela destacou que a equipe chegou com antecedência e que o trânsito no Rio de Janeiro em uma sexta-feira chuvosa era algo previsível. Fernanda Tipa, capitã do Botafogo, corroborou o sentimento, afirmando que a comunicação tardia sobre o atraso da arbitragem foi “muito feia para a modalidade”. Ambas lamentaram a falta de aviso prévio, que poderia ter evitado o desconforto e a espera prolongada.
Posicionamento das Entidades
A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) emitiu uma nota lamentando o ocorrido e endossando as sanções aplicadas pela CBF. A entidade ressaltou que o comportamento inadequado das árbitras infringiu o padrão esperado pelas instituições esportivas. O incidente levanta questionamentos sobre os procedimentos de segurança e logística para as equipes de arbitragem em competições nacionais, especialmente em jogos de grande visibilidade como o clássico carioca.
Fonte: www.espn.com.br


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