Abel Ferreira revela o ‘segredo’ do Palmeiras para a liderança no Brasileirão e critica calendário apertado
Abel Ferreira revela o ‘segredo’ do Palmeiras para a liderança no Brasileirão e critica calendário apertado
Técnico do Alviverde destaca a constância como chave para o sucesso da equipe e desabafa sobre a maratona de jogos e a falta de descanso.
Após a vitória do Palmeiras por 2 a 1 contra o Bahia, fora de casa, pelo Campeonato Brasileiro, o técnico Abel Ferreira compartilhou o que ele considera ser o principal fator para o bom momento da equipe, que lidera a competição com 25 pontos em dez jogos. Para o português, o “segredo” não está em momentos isolados, mas sim na constância.
Constância: o pilar do sucesso palmeirense
“O segredo não é jogar só contra algumas equipes, só às vezes. O segredo é constância”, afirmou Abel. Ele comparou a necessidade de ser constante com a disciplina dos treinos. “Às vezes queremos ser mais fortes, mas não é preciso ir três horas na academia só uma vez por semana. Se for todos os dias por dez minutos, chega, mas tem que ser todos os dias dez minutos.” O treinador ressaltou que essa postura de luta e crença até o fim é uma característica intrínseca do Palmeiras, independentemente do adversário ou da competição.
Críticas à arbitragem e ao adversário
Durante a coletiva, Abel Ferreira demonstrou irritação com a “agressividade” do Bahia e teceu comentários sobre a arbitragem. Ele mencionou a intensidade do adversário, a quantidade de faltas e a demora nos acréscimos. “Não entendo os oito minutos (de acréscimos). Se começarmos a somar os minutos, daqui a dez jogos teremos mais um jogo nas pernas. Será que ninguém percebeu isso? Oito minutos por quê? Não entendi.” O técnico também criticou a marcação de um cartão amarelo para ele, enquanto jogadores do Bahia teriam cometido faltas mais graves e em maior número.
Calendário brasileiro: um desafio para jogadores e técnicos
Abel Ferreira voltou a criticar o calendário do futebol brasileiro, que, segundo ele, “deixou marcas pesadas” na equipe. Ele destacou a dificuldade de conciliar viagens longas, como a para Salvador, com a necessidade de descanso para os atletas. “Não estou pedindo para dar uma semana de descanso, mas pelo menos três dias de descanso. Se queremos jogos com intensidade, com qualidade e com ritmo, temos que criar condições num país que é continental.” Ele exemplificou a maratona de jogos, com deslocamentos para a Colômbia e um clássico contra o Corinthians logo em seguida, questionando a justiça e o cuidado com os jogadores que representam a seleção brasileira.
Resiliência e união como diferenciais
Apesar das críticas, o treinador português elogiou a resiliência e a união do elenco. “Quando falamos da parte mental, dessa resiliência, são hábitos. Não adianta o treinador falar que tem que ser forte mentalmente. É consistência, atitude, comportamentos.” Para Abel, o que realmente define a equipe não são as vitórias, mas sim as atitudes diante das adversidades. Ele encerrou destacando a importância de jogar “juntos”, enfatizando que o Palmeiras, quando atua de forma unida, é muito mais forte, e parabenizou seus jogadores pela dedicação, lembrando que em três dias a equipe já estará competindo em alto nível pela Libertadores.
Fonte: www.espn.com.br


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