Aldori Júnior revela sacrifícios extremos para manter time de vôlei feminino vivo: ‘Seguro de vida da minha mãe foi usado’
Aldori Júnior revela sacrifícios extremos para manter time de vôlei feminino vivo: ‘Seguro de vida da minha mãe foi usado’
Técnico e gestor detalha dificuldades financeiras, atrasos salariais e a decisão de mudar o projeto de Maringá para Londrina em busca de estabilidade.
O futuro do projeto de vôlei feminino que representava Maringá agora é em Londrina. A mudança, oficializada para a temporada 2026/27, marca o fim de um ciclo em Maringá e o início de uma nova era para a equipe, agora patrocinada pela Sancor Seguros. No entanto, por trás da transferência, Aldori Júnior, técnico e gestor do projeto, revela um cenário de sacrifícios e dificuldades financeiras que quase inviabilizaram a continuidade do trabalho.
O sonho que se tornou caro
Aldori Júnior admitiu em conversa com o Melhor do Vôlei que o crescimento esportivo da equipe, que chegou à Superliga Feminina, exigiu investimentos cada vez maiores. Contudo, os aportes financeiros não acompanharam a evolução da competição e os custos inerentes ao voleibol profissional. “O sonho foi ficando cada vez mais caro”, relatou. Ele explicou que, em diversos momentos, a equipe técnica precisou acumular funções e, em alguns casos, investir recursos próprios para manter o projeto funcionando. O treinador revelou um dos sacrifícios mais emocionantes: o uso do seguro de vida deixado por sua mãe para ajudar a manter o time ativo. “Fomos deixando pedaços da nossa vida a cada temporada para que o projeto continuasse vivo”, desabafou.
A busca por estabilidade e a mudança para Londrina
Apesar dos percalços, Aldori Júnior enfatizou que o projeto sempre buscou honrar seus compromissos, mesmo diante de atrasos salariais em algumas temporadas. A decisão de mudar para Londrina, segundo ele, é uma tentativa de encerrar o ciclo de instabilidade financeira. A nova estrutura em Londrina, com apoio do poder público e da iniciativa privada, foi crucial para a decisão. O objetivo principal é garantir melhores condições de trabalho e estabilidade para atletas e toda a equipe. “Chega um momento em que você olha para as pessoas que estão ao seu lado e entende que elas merecem mais do que sobreviver apenas pelo sonho de disputar uma Superliga”, declarou.
Legado social e formação de atletas
Aldori Júnior lamentou as críticas e distorções sobre os bastidores do projeto, ressaltando que muitas pessoas viam apenas o espetáculo em quadra, sem conhecer os sacrifícios diários para manter o time na elite. Ele destacou que o trabalho social e de formação desenvolvido pela Amavolei em Maringá, atendendo cerca de 400 crianças e adolescentes, muitas vezes é ignorado. O projeto continua ativo em Maringá com categorias de base masculina e feminina, e Aldori reforça a importância desse trabalho transformador na vida de jovens, que vai além da formação esportiva, incentivando estudos e o desenvolvimento humano. Nomes como Rogerinho, Gabi Cândido, Beatriz Flávio, Kaio Ribeiro e a líbero Anielly Fernandes são exemplos de talentos revelados pelo projeto.
Um novo capítulo com foco no futuro
A transferência para Londrina representa o fim de um ciclo importante para o vôlei maringaense, mas também abre um novo capítulo para uma equipe que lutou arduamente para se manter entre as potências da Superliga. Aldori Júnior busca agora paz e condições para trabalhar, garantindo estabilidade para todos que confiam no projeto. A nova casa do projeto na temporada 2026/27 promete uma montagem de grupo e consolidação focadas em um futuro mais promissor e sustentável. O elenco inicial conta com Bruninha (levantadora), Dani Cechetto (oposta), Karol Tormena (ponteira) e Jussara (central).
Fonte: www.melhordovolei.com.br



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