Gabi se emociona com admiração de rivais e reflete sobre legado no vôlei feminino
Da admiração à inspiração: um ciclo se completa
No Maracanãzinho, após a vitória do Brasil sobre o Chile por 3 sets a 0 no Sul-Americano Feminino de Vôlei, Gabi, a capitã da Seleção Brasileira, viveu um momento de profunda emoção. Jogadoras adversárias, visivelmente admiradas, buscaram a ponteira para fotos e breves interações, reconhecendo seu status como uma das maiores referências do esporte mundial. Para Gabi, essa tietagem das rivais é mais do que um sinal de respeito; é a confirmação de uma trajetória construída com dedicação.
“Para mim é uma gratificação muito grande. Eu já estive no lugar delas, com os meus grandes ídolos e as grandes referências. Para mim, acho que é a confirmação de tudo que eu tenho feito”, declarou Gabi, visivelmente emocionada.
A responsabilidade de ser um modelo
Aos 32 anos, Gabi compreende a dimensão de seu papel para as atletas mais jovens. Ela lembra de quando também se encontrava do outro lado, buscando inspiração em suas próprias heroínas. Essa vivência a faz encarar com seriedade a responsabilidade que acompanha o reconhecimento em sua carreira.
“É continuar levando o dia a dia com seriedade, disciplina e consistência. Acaba sendo uma responsabilidade ser uma boa referência para essa geração. Espero que elas também continuem levando esse legado para o continente sul-americano e para o mundo”, afirmou a ponteira, que atua no Conegliano, da Itália.
O crescimento do vôlei sul-americano e a rivalidade saudável
Gabi também celebrou o crescimento do nível do vôlei na América do Sul, destacando que a rivalidade se restringe às quatro linhas da quadra. Fora dela, a jogadora sente satisfação em acompanhar a evolução das atletas e das demais seleções do continente.
“Eu fico feliz de ver outras equipes e outros países conseguindo se desenvolver, essas mulheres conseguindo conquistar o seu espaço e vivendo cada vez mais das suas carreiras, tendo a oportunidade de viver do voleibol.”
Relembrando ídolos e inspirando o futuro
Ao aprofundar o tema, Gabi compartilhou que se emociona ao pensar nas jogadoras que foram suas referências, especialmente a geração campeã olímpica em Pequim-2008. A homenagem às medalhistas olímpicas brasileiras durante o Sul-Americano no Maracanãzinho também a tocou profundamente.
“Me emociona, para ser bem sincera. Eu sempre fui muito apaixonada por vôlei. Sempre brinco que tive as minhas grandes referências, a geração de 2008, até hoje.”
Esse sentimento a leva a refletir sobre o legado que a atual geração da Seleção Brasileira almeja deixar. “A gente fala muito disso com as meninas: qual o legado que a gente quer deixar para as próximas”, disse Gabi. Ela encerra a conversa com a esperança de continuar sendo um exemplo positivo e reconhece o potencial das jovens atletas que hoje a veem como um ídolo: “Tenho certeza que serão mulheres também que vão deixar um legado incrível para a próxima geração.”
Fonte: webvolei.com.br



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