Rybakina Conquista US Open e Número 1 do Mundo em Semanas de Pressão e Alívio
Reviravolta no Saque e Foco na Vitória
Elena Rybakina celebrou a conquista do US Open e a ascensão ao número 1 do mundo, coroando semanas de intensa pressão e incertezas. Durante a final, o saque, um de seus pontos fortes, apresentou desafios iniciais. No primeiro set, Rybakina registrou apenas 28% de acerto no primeiro serviço, mas demonstrou resiliência ao compensar a baixa porcentagem e sair na frente. “Eu estava pensando que realmente precisava melhorar a porcentagem do primeiro saque. Não estava funcionando. Então tentava escolher um lugar e pelo menos ser um pouco mais agressiva com o segundo saque”, revelou a tenista. Apesar de algumas duplas faltas, um plano de jogo consistente a guiou.
Nos momentos cruciais da partida, o saque de Rybakina voltou a ser decisivo. No game final, mesmo com duas duplas faltas, ela respondeu com dois aces, selando a vitória com um serviço vencedor. “Claro que havia pressão. Havia nervosismo. Era difícil manter o foco. Acho que tudo veio das emoções”, admitiu, ressaltando a força mental necessária para enfrentar uma adversária de alto nível e a busca pela vitória pessoal.
O Alívio de Ser Número 1
A vitória no US Open encerra um período de grande expectativa pelo topo do ranking. Rybakina já havia garantido matematicamente a liderança antes da final, mas a disputa contra Aryna Sabalenka, que iniciou o torneio na liderança e encerra seu reinado de 99 semanas consecutivas, adicionou uma camada extra de emoção. Para Rybakina, a conquista do título e a ratificação da liderança trazem uma sensação de alívio especial. “Vai ser muito diferente acordar na manhã seguinte sabendo que você acabou de ganhar o US Open, alcançou o número 1 e, de certa forma, é um alívio”, declarou. Ela descreveu as semanas anteriores como de “muito trabalho, muitos nervos também”.
Um Processo de Construção e Aprendizado
A tenista cazaque refletiu sobre a transformação em sua carreira, marcada por conquistas significativas como o WTA Finals, o Australian Open e, agora, o US Open, além de assumir a liderança do ranking. Longe de apontar um único momento como divisor de águas, Rybakina enfatizou que sua ascensão foi resultado de um processo contínuo. “É claro que eu sempre acreditei que era possível. Tivemos ótimos resultados. É claro que nem todo ano é igual. Ganhei Wimbledon em 2022. Depois não estava vencendo os Slam, mas joguei a final do Australian Open no ano seguinte. Acho que sempre estivemos lá”, avaliou.
Rybakina creditou sua evolução a uma equipe forte e a um ambiente de apoio. “Sinto que agora tenho uma grande equipe, ótimas pessoas ao meu redor, e simplesmente continuamos trabalhando. Finalmente valeu a pena, e estou muito feliz, muito orgulhosa.”
Desafios da Continuidade no Topo
Com a nova posição de número 1, Rybakina reconhece que o desafio agora é manter a consistência. Ela destacou a importância de cuidar da saúde física, otimizar o calendário e buscar estabilidade para continuar competitiva nos maiores torneios. “A principal prioridade, como eu disse antes, é que não estou ficando mais jovem. É tentar me manter saudável e escolher o calendário corretamente, o processo de treinamento. É claro que o objetivo são sempre os maiores torneios, você quer vencê-los. O trabalho nunca termina, para ser sincera.”
Embora a completude do Career Grand Slam, com a conquista de Roland Garros, seja uma meta natural, Rybakina prefere focar na continuidade de suas performances após uma temporada de sucesso. “Vamos ver o que vai acontecer, mas definitivamente ainda há muito trabalho a fazer”, concluiu, demonstrando a ambição e a dedicação que a levaram ao topo do tênis mundial.
Fonte: tenisbrasil.uol.com.br



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