Gabi, campeã olímpica de vôlei, revela os sacrifícios e a paixão por trás da carreira internacional e o sonho de representar o Brasil
A Difícil Decisão de Cruzar o Atlântico
A jornada de Gabi no vôlei é marcada por decisões corajosas e um profundo amor pelo esporte. A capitã da seleção brasileira compartilhou os bastidores da sua transferência para o exterior, um passo crucial para seu desenvolvimento profissional. “Eu tinha um planejamento de jogar fora do país, mas foi um processo complicado até eu entender se eu estava pronta para dar esse passo ou não”, relembrou Gabi. A atleta confessou que, após algumas lesões, questionava seu nível para competir nas principais ligas mundiais. A ideia de jogar fora do Brasil surgiu logo após as Olimpíadas do Rio em 2016, um período em que ela ainda buscava seu espaço na seleção principal. A compreensão da necessidade de estar mentalmente preparada, não apenas como atleta, mas como pessoa, e o entendimento de que era preciso sair da zona de conforto e fazer sacrifícios foram fundamentais para impulsionar sua carreira.
O Novo Nível de Exigência na Europa
A primeira experiência internacional de Gabi foi no VakıfBank, da Turquia, um dos gigantes do voleibol mundial. A chegada a um clube com tamanha ambição trouxe um novo patamar de exigência. “O cenário que encontrei no momento em que cheguei lá mudou a minha cabeça”, afirmou Gabi. “Desde o primeiro momento, entendi que era um outro nível de voleibol. Foi muito exigente e desafiador no começo.” A relação com o técnico Giovanni Guidetti foi um ponto de virada. “Uma das primeiras coisas que ele me disse foi que queria me preparar para ser a capitã do time, e isso me surpreendeu bastante, porque nunca tinha me imaginado naquela posição”, revelou a jogadora, que abraçou a responsabilidade com bravura.
O Sonho de Criança: Vestir a Amarelinha
O orgulho de vestir a camisa da seleção brasileira é um sentimento que remonta à infância de Gabi. A atleta recordou a emoção de ser convocada pela primeira vez para as seleções de base e ter a oportunidade de conviver com a geração de ouro das Olimpíadas de Pequim 2008. “Jogar pela seleção é literalmente um sonho de criança para mim, e sempre me leva de volta à minha infância, porque desde muito nova eu adorava assistir e praticar esportes, e sonhava em representar o Brasil, ganhar uma medalha e escutar o Hino Nacional”, declarou Gabi. A certeza de que o vôlei era seu caminho se consolidou em Saquarema, ao lado de atletas que admirava, percebendo que estava mais perto do seu sonho.
Paralelos entre Atletas e Artistas
A conversa, que também contou com a participação de Thiaguinho, explorou os paralelos entre as carreiras de atletas e artistas. Ambos os universos exigem dedicação extrema, longos períodos longe de casa e da família, e a capacidade de superar problemas pessoais para entregar o melhor desempenho. Assim como os artistas encantam plateias, os atletas trazem alegria e orgulho ao público que os acompanha, seja nas quadras ou nos palcos. O quinto e último episódio da série ROTATIONS, com Gabi e Thiaguinho, está disponível no canal do YouTube da Volleyball World e no Spotify.
Fonte: www.melhordovolei.com.br



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