Roger Federer é imortalizado no Hall da Fama do Tênis: “Fama nunca foi uma meta”

Nova York, EUA –

Em uma noite repleta de estrelas e emoção, Roger Federer foi oficialmente consagrado no Hall da Fama do tênis internacional, em Newport. A cerimônia, que reuniu lendas do esporte de diversas gerações, marcou um novo capítulo na trajetória do suíço, dono de 20 títulos de Grand Slam.

Um Legado Construído com Humildade

Visivelmente emocionado, Federer iniciou seu discurso após uma introdução de sua esposa, Mirka. Ele ressaltou que “me colocar na história do esporte significa tudo para mim” e que a honraria é uma das maiores de sua carreira. No entanto, com um toque de bom humor, o tenista enfatizou: “Fama nunca foi uma meta”. A declaração resumiu a essência de sua jornada, focada na paixão pelo jogo e no respeito ao esporte.

Da Inspiração à Gratidão

Em um pronunciamento longo e repleto de momentos de descontração, Federer rememorou suas origens como pegador de bolas, inspirando-se na proximidade com os profissionais para trilhar o caminho no tênis. Ele destacou a importância dos “amigos que fiz durante as viagens”, descrevendo o tênis como um “ecossistema” e não apenas um esporte individual. Federer admitiu que, ao ingressar no circuito, se via mais como um tenista do que como um atleta completo, reforçando: “Sempre serei um fã do tênis”.

Homenagens e Emoções

O suíço dedicou palavras aos técnicos que o acompanharam, citando Stefan Edberg como um “herói de infância” e Severin Luthi, seu companheiro por 18 anos. Relembrou a admiração pelos duelos entre Edberg e Boris Becker em Wimbledon e elogiou Pete Sampras pelo “melhor saque”. A emoção tomou conta ao falar de sua esposa e de seus quatro filhos, que “mudaram a nossa vida e são a nossa inspiração todos os dias”.

Um Olhar para o Futuro

Federer concluiu seu discurso refletindo sobre o significado do Hall da Fama: “nos faz olhar para o passado, mas ao mesmo tempo para o futuro”. Ele garantiu que “o tênis sempre estará entre as coisas que me preocupam”. A carreira do ícone suíço, que se estendeu de 1998 a 2022, foi marcada por 1.251 vitórias, 103 títulos e 310 semanas como número 1 do mundo. Com humor, brincou: “O Museu do Hall da Fama diz que tem mais de 25 mil itens e agora eu estou entre eles”.

Fonte: tenisbrasil.uol.com.br

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