Rosamaria defende atletas trans e critica nova regra da CBV: ‘Negar acesso ao trabalho é retroceder’

Inclusão em Debate no Vôlei

A nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que impõe restrições à participação de atletas transgênero em competições femininas, continua gerando debates acalorados no mundo esportivo. Nesta terça-feira (18/9), a oposta da Seleção Brasileira, Rosamaria, decidiu se posicionar publicamente sobre o assunto, alinhando-se a conversas anteriores com a capitã da equipe, Gabi Guimarães.

Questionamentos sobre Direitos e Responsabilidade Coletiva

Rosamaria compartilhou a visão de Gabi, ressaltando a importância de garantir que todos os direitos de mulheres, cis e trans, sejam respeitados em todos os âmbitos, incluindo o profissional e esportivo. A jogadora questionou a postura de impedir uma atleta profissional de exercer sua função após uma mudança de regra, classificando a ação como uma contrariedade à responsabilidade coletiva.

O Caso Tifanny e a Luta LGBTQIA+

A declaração da atleta ganha ainda mais relevância diante do caso de Tifanny, jogadora trans que atua no vôlei feminino desde 2017 e cuja participação em competições nacionais agora está ameaçada pela nova política da CBV. Rosamaria criticou a ideia de retroceder na luta pelos direitos LGBTQIA+ e de levantar a bandeira da inclusão apenas quando é conveniente, mas não quando a situação se torna complexa.

Diálogo Aberto e Evolução Constante

Longe de buscar um encerramento unilateral da questão, Rosamaria defendeu a necessidade de um debate aberto e contínuo sobre o tema. Ela enfatizou a importância de ouvir diferentes perspectivas, aprender com elas e estar aberto a evoluir e expandir a própria mente. A jogadora concluiu sua manifestação com um apelo por um mundo mais inclusivo e igualitário, onde o desejo de ser melhor para si e para o outro prevaleça.

Fonte: webvolei.com.br

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