Tifanny se revolta com nova política da CBV para atletas trans: “Não vou me calar”
Desabafo Emocionado Após Nova Regra da CBV
Tifanny se pronunciou pela primeira vez neste domingo (16/8) após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) divulgar sua nova Política de Elegibilidade para a categoria feminina. Em um forte desabafo logo após a partida entre Osasco/São Cristóvão Saúde e Pinheiros, pelo Campeonato Paulista, a atleta declarou sua intenção de lutar para continuar atuando no vôlei feminino, esporte que considera sua vida e profissão.
“Voleibol é a minha vida, é o meu trabalho. A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. São dez anos no voleibol feminino”, disse Tifanny, visivelmente emocionada, na quadra do Ginásio José Liberatti. A jogadora ressaltou a importância de sua trajetória de uma década nas quadras, que contou com o apoio de torcedores, patrocinadores e inspirou muitas pessoas.
Impacto Coletivo e Luta por Direitos
Tifanny enfatizou que os efeitos da nova política transcendem sua situação individual, afetando seu clube, fãs, patrocinadores e, principalmente, o direito de todas as pessoas trans. Ela classificou a mudança como um retrocesso significativo na luta pela inclusão no esporte.
“Mas isso não afeta somente a mim. Afeta meu clube, a torcida, os patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim, o direito de todas as pessoas trans”, declarou a jogadora. “É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão de todas as pessoas no esporte. Não vou me calar. Eu vou tomar todas as medidas possíveis para que minha luta pelo direito, visibilidade, inclusão e a prática do esporte não tenha sido em vão. Meus dez anos não foram em vão e eu vou lutar por eles e por todos vocês”, completou.
Entenda a Nova Política da CBV
A nova política estabelecida pela CBV define a elegibilidade para atletas do sexo biológico feminino. A verificação será realizada por meio de testagem e triagem do gene SRY, além de outras exceções previstas no regulamento. A entidade justifica a mudança como uma forma de alinhar as competições brasileiras às diretrizes internacionais adotadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).
A implementação da nova política está prevista para a Superliga A e B 2026/27, Supercopa 2026, Copa Brasil 2027 e demais competições nacionais adultas de vôlei de praia mencionadas no documento.
Fonte: webvolei.com.br



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