Calote do GDF: CBV revela R$ 11 milhões em dívida do Governo do DF com a Liga das Nações de Vôlei
CBV detalha acordos e surpresa com corte de verba
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) veio a público nesta terça-feira (11) para esclarecer a situação financeira envolvendo o Governo do Distrito Federal (GDF) e a realização das etapas brasileiras da Liga das Nações de Vôlei (VNL) em Brasília. Segundo a entidade, um acordo firmado em agosto de 2025 previa um aporte financeiro de R$ 17,5 milhões do GDF para a realização do evento, sendo R$ 11 milhões especificamente destinados aos custos da VNL. A CBV afirma ter atuado com transparência e realizado diversas adequações em seu plano de trabalho para atender às solicitações do GDF, sempre na expectativa do cumprimento do compromisso assumido.
Compromisso oficializado e reviravolta inesperada
O compromisso financeiro foi formalmente ratificado pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Distrito Federal através do Ofício nº 870/2025, de 22 de outubro de 2025. No entanto, para a surpresa da CBV, a menos de 20 dias do início da competição, em 11 de maio de 2026, a Secretaria informou, por meio do Ofício nº 309/2026, que não seria possível formalizar o apoio financeiro devido a restrições orçamentárias e medidas de contenção fiscal. A CBV destaca que em competições anteriores realizadas em Brasília, como a VNL de 2022 e etapas de vôlei de praia, os acordos foram cumpridos nos prazos estabelecidos.
Impacto logístico e decisão pela manutenção do evento
A comunicação tardia do GDF pegou a CBV em um momento crítico. Com toda a operação da competição internacional já em estágio avançado, incluindo contratos celebrados, obrigações assumidas com fornecedores nacionais e internacionais, e compromissos com a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e a Volley World (VW), o cancelamento do evento traria severos impactos financeiros e de imagem para o Brasil. Diante deste cenário, e pautada pelo compromisso com o esporte brasileiro e a responsabilidade com a comunidade esportiva, a CBV deliberou, em caráter excepcional, pela manutenção integral da realização da etapa brasileira da VNL, visando evitar prejuízos que poderiam até comprometer a participação do Brasil nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028.
Vôlei de praia também afetado por falta de repasse
A situação financeira delicada não se restringe apenas à Liga das Nações. A CBV também informou que não recebeu o aporte financeiro referente ao vôlei de praia, no valor de R$ 5.985.023,73, previsto no termo de fomento Nº TF-21-SEL/2026. O evento já ocorreu há mais de 40 dias e a Confederação vem sendo cobrada por fornecedores que prestaram serviços. A CBV depende diretamente dessa verba para honrar os compromissos, e os recursos não podem ser oriundos de outras fontes, agravando a situação financeira da entidade.
Fonte: www.melhordovolei.com.br



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