Cobolli, vice-campeão de Roland Garros, celebra feito inédito e mira Top 10 e ATP Finals

Orgulho e gratidão após primeira final de Grand Slam

Flavio Cobolli, o tenista italiano de 24 anos, emergiu de sua primeira final de Grand Slam em Roland Garros com um misto de satisfação e orgulho, apesar da derrota para o alemão Alexander Zverev em uma batalha de cinco sets. Cobolli expressou admiração pelo campeão e autocrítica construtiva sobre sua própria performance, mas o sentimento predominante é de superação e alegria pelo resultado inesperado.

“Quero parabenizar o Sascha por este título. Acho que ele mereceu mais do que eu no fim da partida. Também quero me parabenizar pelo que fiz nessas últimas duas semanas. Nunca imaginei um resultado como este na minha vida e estou muito orgulhoso de mim mesmo”, declarou o italiano, reconhecendo a trajetória e os méritos de Zverev.

Ambição para o futuro: mais finais e o ATP Finals

A experiência em Paris elevou a autoestima de Cobolli, que agora traça metas ambiciosas para o futuro. O tenista não esconde o desejo de repetir a dose e chegar a mais finais de Grand Slam, confiante em sua juventude e no trabalho árduo que tem pela frente. Além disso, o objetivo de integrar o seleto grupo de oito melhores do mundo e disputar o ATP Finals em Turim ao final do ano é uma motivação extra.

“É impossível prever, mas vou continuar tentando chegar a mais finais de Grand Slam. Se cheguei à primeira final, por que não à segunda? No fim das contas, acho que mereci estar aqui esta semana. Ainda sou jovem e tenho muito trabalho pela frente”, afirmou. O atual número 14 do mundo, que subirá para o décimo lugar no ranking, completou: “O objetivo é chegar lá [ATP Finals] até o final do ano. Estamos trabalhando duro para alcançá-lo. Sei que é muito difícil porque são apenas oito jogadores. Mas com o nível que mostrei esta semana e o esforço da equipe, tenho certeza de que conseguirei.”

Queda física e lições aprendidas em cinco sets

Cobolli detalhou os momentos cruciais da partida final, especialmente a queda física no quinto set. Ele admitiu ter jogado mais solto no tiebreak do quarto set, mas as cãibras na panturrilha e, posteriormente, no quadríceps, comprometeram seu desempenho na parcial decisiva.

“Após o quarto set, senti cãibras na panturrilha. Fiz o meu melhor durante a troca de lados, aguentei os cinco minutos completos, mas minha panturrilha estava exausta. No final, após o segundo set, meu quadríceps também me afetou. Me senti completamente cansado e meu corpo não aguentou mais na quadra. Mas acho que esta partida deve ser encarada com um sorriso. Demos tudo de nós e não me arrependo de nada. Tenho que manter a calma e seguir em frente”, concluiu o tenista, demonstrando resiliência e uma visão positiva diante das adversidades.

Fonte: tenisbrasil.uol.com.br

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