Bianca Cugno, a melhor oposta da Superliga, se despede de Osasco e cogita retorno: “Nunca vou fechar as portas”
Da Argentina para o protagonismo em Osasco
Bianca Cugno desembarcou no Brasil como um reforço promissor para o Osasco São Cristóvão Saúde e, em uma temporada espetacular, se consolidou como a melhor oposta da Superliga. A atleta argentina foi peça fundamental nas conquistas do clube, que levantou os troféus da Supercopa e da Copa Brasil, além de conquistar a medalha de prata no Campeonato Sul-Americano e o bronze no Mundial de Clubes. Com apenas 23 anos, Cugno acumulou 519 pontos, figurando como a segunda maior pontuadora da competição.
Sentindo a evolução e a responsabilidade
A oposta revelou que a percepção de seu protagonismo e impacto na Superliga cresceu gradualmente ao longo da temporada. “Acho que foi algo que começou a acontecer com o passar dos jogos”, afirmou. Ela destacou a evolução da equipe como um todo, que permitiu as conquistas, e ressaltou o Mundial de Clubes como um momento chave para a autoavaliação. “Jogando contra as melhores do mundo. Esse é o melhor cenário para se comparar.” Cugno também se mostrou confortável com a responsabilidade de ser a “bola de segurança” de Osasco, papel que assumiu com naturalidade e prazer em um campeonato de alto nível como a Superliga.
Ajustes e a emoção dos momentos decisivos
Cugno reconheceu que a marcação sobre ela se intensificou com o avanço da temporada, especialmente a partir dos playoffs, quando os times se estudam mais a fundo. “Todos os times estudam muito seus adversários”, disse, mas enfatizou que essa evolução da concorrência a impulsionou a desenvolver novas estratégias e “novas armas para conseguir pontuar”. A atleta descreveu os momentos decisivos, em que a bola chega com o jogo em jogo e o bloqueio adversário à espera, como “desafios” que tornam a conquista do ponto “ainda mais bonita”.
Gratidão e um até breve?
A experiência em Osasco superou as expectativas de Bianca Cugno em 100%. Ela expressou profunda gratidão pelo aprendizado, tanto dentro quanto fora de quadra. “Aprendi a aproveitar mais o vôlei de alto nível, a valorizar cada partida e as oportunidades que aparecem para mim”, declarou. A atleta se sentiu acolhida como em família pelo clube, destacando a importância do técnico Luizomar e de suas companheiras de equipe. E para a alegria da torcida osasquense, que já sente saudades, Cugno deixou a porta aberta para um possível retorno: “Eu adoraria poder voltar a jogar em Osasco. Nunca vou fechar as portas. Osasco me ensinou muito e meu carinho pelo clube é imenso.”
Fonte: www.melhordovolei.com.br



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