Kostyuk quebra maldição do sucesso precoce e celebra título inédito em Roland Garros
Liberdade após a maldição do sucesso precoce
A tenista ucraniana Marta Kostyuk celebrou a conquista inédita de um título de peso em sua carreira, mas o sentimento mais forte é de alívio. Por anos, ela carregou o fardo das expectativas geradas por seu sucesso precoce. “Durante muito tempo vivi com todo mundo esperando grandes resultados de mim. Ter chegado tão longe tão cedo foi quase como uma maldição. Quando consegui me libertar disso, foi algo incrível”, revelou Kostyuk.
A atual 23ª do ranking mundial, que em breve figurará entre as 15 melhores, sentiu a mudança no início deste ano. “Disse à minha equipe que finalmente sinto que aquelas conquistas dos meus 15 anos não têm mais peso sobre mim. Hoje consigo jogar com mais liberdade e aproveitar o esporte”, declarou.
Estratégia agressiva e saque decisivos na final
Sobre a partida que lhe garantiu o título, Kostyuk destacou a importância de uma estratégia agressiva desde o início e a eficiência do seu saque. “Queria começar a partida colocando pressão nela, e saquei muito bem hoje. No segundo set, ela teve alguns games muito bons, mas procurei manter o mesmo plano, e deu certo”, analisou. A ucraniana superou a adversária com o dobro de winners (26 a 13) e aproveitou quatro de quatro break-points.
Relação com a mãe e o caminho até Paris
Apesar das conquistas, Kostyuk não esquece suas origens e a relação com sua mãe, Talina, que foi sua treinadora nos primeiros anos. “Cresci sendo treinada pela minha mãe, e nunca é fácil sair dessa relação. Ela é a pessoa mais próxima de mim, sempre falo com ela quando preciso de apoio”, contou, ressaltando que o processo, embora desafiador, a tornou uma pessoa e jogadora melhor.
Com o título mais importante da carreira, a mentalidade de Kostyuk permanece focada no processo. “Para mim, quase nada muda. Sou campeã de um Masters agora, mas quero continuar fazendo a mesma coisa e seguir trabalhando”. Olhando para Roland Garros, que se aproxima, a ucraniana adota cautela: “Quero me divertir e estar aberta a desafios. Roland Garros ainda está longe. Espero me manter saudável e isso é o mais importante”. Antes do Grand Slam, ela ainda disputará torneios em Roma e Estrasburgo.
Fonte: tenisbrasil.uol.com.br



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