Pai de Gabigol rebate Landim e acusa ex-presidente de ser o motivo da saída do atacante do Flamengo

Crise nos bastidores do Flamengo: Pai de Gabigol e ex-presidente trocam farpas públicas

O pai de Gabigol, Valdemir Silva, utilizou as redes sociais para responder duramente às recentes declarações de Rodolfo Landim, ex-presidente do Flamengo. Landim havia afirmado em entrevista que o atacante Gabriel Barbosa não é mais uma ‘referência’ no clube e deu sua versão sobre as negociações que levaram à saída do jogador ao final de 2024.

Valdemir Silva acusa Landim de quebra de acordo

Em sua resposta ácida, Valdemir Silva insinuou que a saída de Gabigol do Flamengo foi uma consequência direta da postura de Rodolfo Landim. “Talvez se o senhor honrasse a sua palavra de homem… Talvez as coisas seriam diferentes. Tudo que foi proposto pra nós foi cumprido, com vários títulos e glórias. Somos homens de verdade. E. graças ao senhor, hoje o Gabriel não está no Flamengo, um clube que temos profunda admiração por sua fantástica torcida…”, escreveu o pai do jogador.

Landim detalha motivos para não renovação e critica postura de Gabigol

A polêmica foi iniciada após entrevista de Landim ao canal “Charla Podcast”, onde o ex-mandatário rubro-negro apresentou sua perspectiva sobre a não renovação do contrato de Gabigol. Ele mencionou propostas de um ano, alegando que o desempenho do atacante nos anos de 2023 e 2024 não justificava um novo vínculo nos moldes desejados. Landim citou ainda episódios específicos, como a substituição de Gabigol na final da Copa do Brasil contra o Atlético-MG em 2021, e a recusa do jogador em vestir uma camisa comemorativa, o que, segundo ele, teria gerado um clima de isolamento.

Valor milionário e pressão no vestiário: A versão de Landim sobre o custo de Gabigol

Rodolfo Landim também abordou o alto custo financeiro para manter Gabigol no clube, comparando o valor do contrato ao preço de um terreno do Flamengo, estimado em R$ 180 milhões. O ex-presidente destacou que o jogador, apesar de ídolo, poderia se tornar um problema quando não escalado, exercendo pressão sobre os técnicos. “Ele era um ídolo, pressionava o técnico, e eu sentia alguns momentos em que ele não estava passando por momento bom, e os técnicos ficavam acuados, ele era muito grande no clube. Ele acabava entrando no time sem que o técnico tivesse a certeza de que era a melhor solução”, relatou Landim, que disse sentir “pena” pela situação da saída do atleta.

O legado de Gabigol e a análise de desempenho

Apesar das críticas, Landim reconheceu a importância histórica de Gabigol para o Flamengo, citando sua participação fundamental em diversas conquistas. No entanto, ele ressaltou que a decisão de não renovar se baseou na análise de desempenho recente e na projeção futura, comparando-o a outros jogadores como Arrascaeta e Bruno Henrique, que, segundo ele, mantiveram uma participação consistente. “Eu sinto pena, acho que se ele continuasse a ter o desempenho que vinha tendo, acho que tinha tudo para ser o jogador referência desse período vencedor do Flamengo. Eu não tenho a menor dúvida que hoje ele já não é mais.”, concluiu o ex-presidente.

Fonte: www.espn.com.br

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