Vôlei: FIVB testa novas regras em 2026; veja o que pode mudar no esporte

Novas regras no vôlei: o que esperar a partir de 2026

A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou uma série de testes para novas regras que poderão ser implementadas a partir de 2026. As mudanças, aprovadas pelo Conselho de Administração da entidade, serão avaliadas em competições importantes como a Liga das Nações (VNL), o Campeonato Mundial sub-17 e torneios continentais. O objetivo principal, segundo a FIVB, é melhorar o andamento das partidas, simplificar as normas e, consequentemente, aumentar o interesse e a compreensão do público.

Detalhes das alterações em teste

  • Dois toques no levantamento: Seguirão permitidos se a bola permanecer do mesmo lado da quadra.
  • Posicionamento livre na recepção: As equipes devem estar na ordem correta ao apito inicial, mas podem se mover livremente assim que o sacador iniciar o movimento.
  • Substituições: O número de substituições por set passará de seis para oito.
  • Líberos: As equipes poderão ter um ou dois líberos no elenco, com a indicação sendo feita até uma hora antes da partida.
  • Bola tocando o teto: Se a bola tocar o teto e continuar jogável do mesmo lado, o rally continua. Se for para a quadra adversária, o lance para. Câmeras de retransmissão continuarão gerando repetição.
  • “Toque-ataque”: A FIVB reforça que a bola não deve ser “segurada nem arremessada”. Apenas o “desvio” com contato curto será permitido, proibindo ataques com duas mãos, empurrões e bloqueios com a mão aberta.
  • Desafios de vídeo: Toques na defesa e recepção de saque poderão ser revisados por vídeo.
  • Redução de paradas: Após um desafio, a equipe que o solicitou não poderá pedir tempo antes do próximo rally.
  • Apito do árbitro: Em situações claras (bola dentro/fora, saque na rede, bloqueio que vai para fora), o árbitro não precisará apitar.
  • Interação treinador-árbitro: Treinadores poderão conversar com o primeiro árbitro para esclarecer desafios ou decisões, mas reclamações e protestos permanecem proibidos.

Objetivos da FIVB com as mudanças

A entidade busca um esporte mais dinâmico e acessível. A simplificação de regras, como a permissão de movimento na recepção do saque e a clareza sobre os dois toques, visa tornar o jogo mais fluido. O aumento no número de substituições pode oferecer mais opções táticas aos treinadores e manter atletas mais descansados durante as partidas. A inclusão de dois líberos também oferece maior flexibilidade estratégica às equipes.

Impacto para fãs e atletas

A expectativa é que essas alterações tornem o vôlei ainda mais emocionante para os espectadores, com menos interrupções e um ritmo de jogo mais acelerado. Para os atletas, a adaptação às novas nuances, como a interpretação do “toque-ataque” e a dinâmica de posicionamento na recepção, será um ponto chave. A possibilidade de desafiar lances específicos e a comunicação direta com o primeiro árbitro podem trazer mais justiça e transparência às decisões em quadra.

Fonte: webvolei.com.br

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