Fifa estuda Mundial de Clubes com 48 times a partir de 2029; Uefa pode apoiar com ressalvas
Expansão em debate: Mais vagas e novo formato para o Mundial de Clubes
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) está considerando uma expansão significativa para a Copa do Mundo de Clubes, visando aumentar o número de participantes para 48 equipes a partir da edição de 2029. A proposta, que busca dar maior dimensão ao torneio, já sinaliza um possível acordo com a Uefa, principal confederação de futebol da Europa. Essa movimentação pode representar um momento de reaproximação entre as entidades, que historicamente divergiram em diversos pontos.
Uefa quer torneio quadrienal e teme impacto na Champions League
A União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) demonstrou disposição em apoiar a ampliação do Mundial de Clubes, mas impôs uma condição crucial: a competição deve manter seu ciclo de realização a cada quatro anos. O principal receio da Uefa é que um torneio mais frequente, como cogitado anteriormente para acontecer a cada dois anos, possa ofuscar o prestígio e o valor comercial da Liga dos Campeões, sua principal competição de clubes. A ideia de um Mundial bienal chegou a ser defendida por clubes como o Real Madrid, mas enfrentou forte oposição da Uefa e de ligas nacionais europeias, perdendo força.
Benefícios e desafios da ampliação para o futebol europeu
Apesar das ressalvas, a avaliação dentro da Uefa é que um formato com 48 clubes seria menos prejudicial ao ecossistema do futebol europeu do que a realização do torneio a cada dois anos. Os clubes europeus, em particular, tendem a ser os maiores beneficiados com a expansão, com uma projeção de aumento no número de vagas destinadas à Uefa, que poderia saltar de 12 para 16 em 2029. O impacto financeiro também é um ponto de atenção, com a possibilidade de maior arrecadação e premiações mais expressivas, embora haja preocupações sobre o equilíbrio competitivo e financeiro da Liga dos Campeões.
Clima de conciliação e próximos passos para o Mundial
A disposição da Uefa em não vetar a proposta marca um período de trégua institucional após anos de tensões. O clima de conciliação é visto como conveniente para os presidentes das entidades, Gianni Infantino (Fifa) e Aleksander Ceferin (Uefa), ambos cotados para buscar a reeleição. Embora ainda não haja detalhes oficiais sobre o formato e a distribuição final das vagas, a expectativa é que o Mundial de Clubes de 2029 seja realizado durante o verão europeu. Espanha e Marrocos despontam como possíveis sedes, um ano antes de serem co-anfitriões da Copa do Mundo de 2030.
Fonte: esportenewsmundo.com.br



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